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title: "Echoes of Writers: An Immersive Experience at Grande Hotel Paris"
description: "Experiencie a Belle Époque no Grande Hotel Paris com tour VR imersivo. Descubra história, escritores e inovação tecnológica do Porto histórico."
keywords: "Hotel no Porto, reserva de hotel, hospedagem Porto, alojamento centro histórico, experiência imersiva hotel, tour virtual realidade aumentada, visita guiada hotel histórico, hotel Belle Époque, turismo literário Porto"
seo_title: "Echoes of Writers: An Immersive Experience at Grande Hotel Paris · Tour VR Imersivo, Porto"
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hotel: GRANDE HOTEL PARIS by STAY HOTELS
city: Porto
country: Portugal
phone: "+351 222 073 140"
email: grandehotelparis@stayhotels.pt
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# Echoes of Writers: An Immersive Experience at Grande Hotel Paris

 
[https://fareharbor.com/embeds/book/grandehotelparis/items/757252/?full-items=yes&flow=1698665](https://fareharbor.com/embeds/book/grandehotelparis/items/757252/?full-items=yes&flow=1698665) 
Um roteiro concebido para lhe proporcionar uma experiência única pela história de um dos hotéis mais emblemáticos do Porto..
 Prepare-se para uma experiência única e imersiva: através de um filme 360º, visionado com óculos VR, será transportado para uma época passada, envolto na atmosfera original do quarto e nas histórias das ilustres personalidades que por lá passaram.
 Com narração disponível em português, inglês, francês e espanhol, esta viagem sensorial recria fielmente o ambiente de outros tempos.
 Ao longo deste percurso, terá oportunidade de conhecer momentos marcantes da Belle Époque e da evolução do hotel.
 
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O seu roteiro Belle Époque, pela cidade do Porto, a partir do GRANDE HOTEL PARIS by STAY HOTELS.
 
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## A HISTÓRIA

 
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### A BELLE ÉPOQUE
 
Surgida em França, a *Belle Époque* desenvolve-se entre 1871 (final da Guerra Franco-Prussiana) e a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914. Uma época de paz e estabilidade, associada às revoluções tecnológicas dos transportes e comunicações, como o telégrafo, telefone, cinema, bicicleta, eletricidade ou o automóvel. Tais inovações contribuíram para uma maior aproximação das principais cidades, incentivaram uma cultura urbana de lazer e divertimento e promoveram um ambiente de paz, prosperidade económica e otimismo. Foi também um contexto propício ao florescimento das artes (e ao nascimento de novas correntes como o Impressionismo ou a Art Nouveau), da fotografia e do cinema.

### O PORTO E A BELLE ÉPOQUE
 
Também no Porto este período fica associado a um próspero desenvolvimento e a um crescimento industrial e demográfico que potenciaram uma grande expansão urbana. Em meados do século XIX zonas até aí periféricas começam a acolher fábricas, oficinas e bairros operários. A cidade assiste à criação de mercados, como o do Bolhão (1837), jardins como São Lázaro (1834) ou Cordoaria (1866), ou cemitérios como o de Agramonte (1855).  A evolução da cidade é também marcada pela instalação de sistemas de iluminação pública (1855), de abastecimento de água ao domicílio (1887) e de saneamento.
 O desenvolvimento dos transportes e das infraestruturas de circulação levam à construção de novas pontes entre as margens do Douro (como a de Maria Pia, em 1877, concebida pela parisiense Casa Eiffel) e a ligações ferroviárias entre sul e norte. O “americano”, veículo de transporte público de tração animal sobre carris, aparece em 1872. E em 1895 é já o carro elétrico que circula pela primeira vez no Porto e na Península Ibérica. Nesse mesmo ano é aberto, na frente marítima, o Porto de Leixões, substituindo o velho porto fluvial do Douro.
 Paralelamente também a vida social, cultural e política da cidade conhecem grande vitalidade.

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### O GRANDE HOTEL PARIS

 
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Inaugurado em 1877 pelos franceses “Dupuy & Cª”, na histórica rua da Fábrica (do tabaco), o hotel ocupa um edifício erguido em 1855 no espaço que acolhera já, em 1846, a “Hospedaria Francesa”, destruída depois por incêndio. A inauguração do “Paris” mereceu grande relevo na imprensa, destacando-o como dos mais amplos e confortáveis hotéis da cidade. Tal não impediu, como recorda a data de 1855 no topo da fachada, que tenha conhecido posteriores intervenções e ampliações. À qualidade e elegância, sublinhadas pelo seu restaurante, o “Paris” junta também a sua centralidade, na fervilhante rua da Fábrica, com tipografias, bazares e cafés, e muito próximo do local onde em 1916 se abre a Avenida dos Aliados e inaugura a estação ferroviária de S. Bento.

O fenómeno de terciarização e “desertificação noturna” que o centro do Porto conheceu nas décadas de 80 e 90 do século XX, levando ao encerramento de muitos históricos estabelecimentos, também hoteleiros, não deixou de se refletir no “Paris” que, embora tenha resistido, passa a residencial em 1989. Recuperará todavia o estatuto de hotel, já sob a gestão da família Ferreira que, mais recentemente, passou o testemunho à Stay Hotels que, consciente da importância identitária do hotel procedeu à sua profunda regeneração alicerçada na relevante história do “Paris” e, de um modo especial, na sua ligação ao período da *Belle Époque.*

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### QUARTO DE ESCRITOR (017)
 
Conhecido por nele se instalarem muitos estrangeiros, sobretudo espanhóis e franceses, o “Paris” destacar-se-á por nele se terem alojado famosos nomes do panorama cultural português. Caso do romancista Eça de Queiroz em 1866, nas semanas anteriores ao seu casamento. Bem assim como o mais popular poeta português do final de Oitocentos, Guerra Junqueiro, aqui hospedado em 1885, ano em que também um dos mais destacados artistas plásticos da *Belle Epoque* em Portugal, Rafael Bordalo Pinheiro, escolheu o hotel para uma estadia na cidade. É, contudo, a presença do escritor Camilo Castelo Branco a que mais se destaca e de um modo especial no quarto 017.

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## OS LOCAIS EMBLEMÁTICOS BELLE ÉPOQUE NA CIDADE DO PORTO

 
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### JARDINS DO PALÁCIO DE CRISTAL
 
Os jardins do Palácio de Cristal, inaugurados em 1865, são um dos mais aprazíveis espaços do Porto e onde muitas das características da *Belle Époque* e da inspiração romântica se mantêm. Grandiosos e extensos (com oito hectares), encontram-se repletos de diversas e exóticas espécies de plantas e árvores, servindo de palco a majestosos passeios de belos pavões. O jardim, projetado pelo arquiteto paisagista Émille David, segue o estilo romântico da época, com grutas, lagos, evocação de ruínas e sinuosos caminhos, envolvendo o majestoso Palácio de Cristal, construção em ferro e vidro inspirado no Crystal Palace de Londres, que acolheu inúmeras e relevantes exposições. Demolido em 1951, o Palácio foi substituído pelo Arena Rosa Mota, um pavilhão desportivo que, hoje, é um espaço multiusos e que, na sua arquitetura moderna, se tornou num dos ex-libris da cidade. A subida à sua cúpula proporciona uma rara visão 360º do Porto e do estuário e foz do rio Douro. Na Avenida das Tílias, utilizada em muitas iniciativas culturais, encontra o visitante a biblioteca municipal e uma capela oitocentista erguida à memória do rei italiano Carlos Alberto que se exilou no Porto e aqui faleceu em 1849.

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### ESTAÇÃO DE S. BENTO
 
Bem no centro da cidade, deleite-se a visitar a estação ferroviária de S. Bento, considerada uma das dez mais belas do mundo. Local de partida e chegada, de encontros e também de desencontros, foi projetada no início do século XX pelo afamado arquiteto portuense Marques da Silva, com clara influência francesa, fruto da formação obtida em Paris. Antes da estação o local acolhera desde o início do século XVI o mais importante mosteiro feminino da cidade: o de S. Bento de Avé Maria. Uma curiosa lenda assegura que, de madrugada, se ouve o choro do fantasma da sua última freira, que morreu em 1892, desgostosa pela destruição do imóvel. O comboio chegou a este local em 1896, mas em instalações provisórias pois a tardia morte da última freira atrasara a demolição do mosteiro para dar lugar à estação, apenas inaugurada em 1916. Nos mais de 500 m2 do seu átrio destacam-se os 20 mil azulejos azuis e brancos da autoria de Jorge Colaço, dominados por temas da História de Portugal, mas também cenas tradicionais do norte do país. No friso superior, policromado, observa-se a história da evolução dos transportes.

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### AVENIDA DOS ALIADOS
 
Este é o coração da cidade! Desde 1916 aqui se instalaram muitas das principais instituições do Porto, incluindo a Câmara Municipal, o Banco de Portugal, sedes de jornais e estabelecimentos da banca e seguros. Palco desde então de grandes acontecimentos, a Avenida dos Aliados veio responder ao desejo de uma grande praça central que refletisse a dimensão e dinâmica que a cidade conhecia desde meados do século XIX. Mas foi já no início do século seguinte que se concretizou esta avenida que, na sequência da entrada de Portugal na I Guerra Mundial (1914/18), foi batizada como Avenida das Nações Aliadas (mais tarde Avenida dos Aliados) homenageando o esforço nacional no conflito, em conjunto com os aliados. Concebida por arquitetos municipais, com parecer de Barry Parker, deve-se a este urbanista inglês a ideia de rematar a avenida, no topo, com o novo edifício dos Paços do Concelho, construído desde 1920 mas só concluído 37 anos depois. Os edifícios da Avenida constituem um todo harmonioso e homogéneo, imposto pela Autarquia que obrigou os arquitetos a um desenho das fachadas de inspiração clássica, conferindo ao local uma imagem e monumentalidade aparentemente mais antigas.

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### MAJESTIC
 
Embora tardio, inaugurado já depois da 1ª Guerra Mundial, em 2 de dezembro de 1922,  o “Majestic” é, no seu ambiente cuidado, no serviço esmerado, na decoração exímia e na qualidade do seu mobiliário e materiais construtivos, um dos mais emblemáticos espaços “Belle Époque” do Porto. Construído durante um período de profunda crise económica em Portugal, nem por isso ele deixa de evocar também os “Loucos Anos 20”, sendo indissociável do contexto social e das correntes artísticas e culturais que o Porto e a Europa haviam conhecido nas décadas anteriores e dos novos tempos que então emergiam. O grande impacto que então suscitou na cidade, o protagonismo que assume entre a sua elite social e o destaque que mereceu na comunicação social, que o comparavam aos melhores cafés então existentes em Londres ou Paris, não se quedariam, no entanto, por esses primeiros tempos. Desde então, e ao longo destes cem anos, o café tornar-se-ia numa das mais identitárias salas de visita da urbe. Local de encontro de artistas, intelectuais, cientistas, políticos e, claro, dos muitos forasteiros que, quando chegam à cidade, fazem questão de mergulhar na fantasiosa época da “Belle Époque” através do Majestic.

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### LIVRARIA LELLO
 
Considerada uma das três mais belas livrarias do mundo, a “Lello” é, no seu estilo revivalista neogótico, tão ao gosto do romantismo, uma catedral do saber. E como nas catedrais medievais góticas, não lhe falta sequer, na cobertura, um enorme vitral que dá luz e cor ao interior da livraria, iluminando o espaço e o espírito. Inaugurada a 13 de janeiro de 1906, com projeto do engenheiro Xavier Esteves, a Livraria Lello reflete também a *Belle Époque* apostando na modernidade, evidente  nos carris visíveis no pavimento, onde circulavam carrinhos transportando os livros desde o armazém, e muito especialmente na sua icónica escadaria central, pintada de vermelho, que quase todos imaginam ser de madeira mas, na realidade, contruída nesse, então, material inovador que era o… cimento. Estamos, de resto, perante uma das primeiras construções em betão em Portugal!
 Embora inaugurada em 1916, a “Lello” é sucessora de uma anterior livraria – a “Chardron” – fundada em 1869 e que era, na transição do século XIX para o XX, a editora de alguns dos mais famosos escritores portugueses de então, como Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz. O proprietário, o francês Ernestro Chardron foi, curiosamente, em 1877, um dos sócios fundadores do Grande Hotel Paris.

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### MERCADO DO BOLHÃO
 
Pela sua função, centralidade e monumentalidade, o Bolhão é um dos mais populares e identitários espaços da cidade. O permanente movimento de gente, os cheiros dos mais diversos produtos frescos, e o castiço linguajar dos vendedores fazem deste espaço um lugar único. Construído em 1839 para dar resposta ao acentuado crescimento demográfico e às crescentes preocupações sanitárias na cidade, foi alvo de sucessivas ampliações. Destaca-se a profunda requalificação arquitetónica da autoria de António Correia da Silva em 1916, com recurso a materiais de construção então inovadores (como o betão), dando origem ao amplo e icónico edifício dos nossos dias. Mais recentemente foi objeto de uma notável intervenção de regeneração, diversas vezes premiada, da autoria do arquiteto Nuno Valentim, que respeitou os materiais e motivos decorativos originais, incluindo azulejos e estruturas metálicas. Curiosa é também a origem do seu nome – Bolhão – que  resultou das grandes bolhas de água que, antes da construção do mercado, se formavam à superfície destes terrenos que apresentavam características pantanosas.

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### ANTIGO VELÓDROMO DONA AMÉLIA
 
Edificado como residência aristocrática no final do século XVIII, o palácio que hoje abriga o Museu Nacional Sores dos Reis (cujas coleções e exposição de longa duração incluem todos os grandes nomes de pintores e escultores portugueses do período da “Belle Époque”) foi adquirido em 1861 pelo rei D. Pedro V que o transformou na residência oficial da família real nas suas deslocações ao Porto. Mais tarde, em 1894, e face ao entusiasmo que se vinha registando na cidade e no país em torno desses velozes veículos, modernos e elitistas que eram… as bicicletas, o monarca D. Carlos – ele próprio um conhecido entusiasta da prática desportiva - autorizou a construção nas traseiras e quintais do seu Paço de uma “pista de velocipedistas”. Nascia assim o velódromo, batizado com o nome da rainha consorte Amélia (Amélie d’Orléans) que é hoje um interessante espaço de visita, ao ar livre, de parte da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, nomeadamente objetos em pedra relacionados com a história da cidade, resultantes de demolições no século XIX e XX de antigos conventos, capelas, fontes e muralhas.

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Viaje pela fototeca antiga do hotel e percorra as páginas de uma história feita de momentos inesquecíveis, hóspedes ilustres e memórias que continuam vivas em cada imagem.
 
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## GRANDE HOTEL PARIS by STAY HOTELS

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